A escuta que cura: o silêncio na psicanálise
3 min de leitura•28 de agosto de 2026

A escuta que cura: o silêncio na psicanálise

No espaço analítico, o silêncio não é ausência — é presença. Um convite a refletir sobre o que se revela entre as palavras.

No consultório, o silêncio frequentemente assusta. Vivemos numa época onde o ruído é constante, e o vazio de palavras pode parecer ameaçador. Mas na psicanálise, o silêncio é um espaço fértil.

O que acontece no silêncio?

Quando o paciente silencia, algo está sendo processado. Pode ser a resistência diante de algo difícil, ou pode ser a gestação de um pensamento ainda não formulado. O analista que suporta o silêncio — sem preenchê-lo ansiosamente — oferece ao paciente a oportunidade de encontrar suas próprias palavras.

O silêncio analítico não é passividade. É uma escuta ativa, atenta, presente.

É neste espaço entre palavras que muitas descobertas acontecem. O que não se diz revela tanto quanto o que se diz. E o silêncio compartilhado entre analista e paciente é, muitas vezes, o mais profundo diálogo.

Bia Morais — Acupuntura e Psicanálise

Bia Morais Terapeuta

Psicanalista • Acupunturista • Homeopata • Florais de Bach • Saúde da Mulher

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